CURADORIA #1
um agradecimento e outras coisinhas
Venho há um tempo dizendo que gostaria de retribuir o gesto dos meus assinantes pagos. O diário da fuê é uma publicação gratuita, e o apoio financeiro que tenho aqui é um gesto de pessoas que me admiram e acreditam – até quando eu mesma não o faço – que há algo de especial na minha escrita.
Esse apoio me emociona. Sem rede de apoio não somos nada, e sozinhos não chegamos a lugar algum.
Como forma de retribuir a confiança dos meus assinantes pagos, decidi fazer uma edição especial mensal na qual compartilho coisas que vi, ouvi e li. Além de qualquer outra coisa que me venha à cabeça.
Meus agradecimentos mais sinceros a todos que me apoiam – independentemente da forma – nessa loucurinha aqui. Um beijo enorme!
A edição nº 1 será gratuita para todos os assinantes do diário da fuê :)
Alguns itens foram escritos em novembro de 2024. Optei por não adaptar o texto.
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PARTS UNKNOWN - PUERTO RICO
Quem me conhece sabe que uma das minhas referências é o Anthony Bourdain. Vi Parts Unknown pela primeira vez na pandemia, com o meu pai. Não sabia quem era Anthony Bourdain e fiquei encantada desde então. Referência em todos os sentidos, principalmente na escrita, além de ter me ajudado bastante, mesmo de forma indireta, com os meus pequenos probleminhas alimentares.
Ainda estou lendo seu primeiro livro, Cozinha Confidencial. A verdade é que não quero terminar de ler.
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ILICITUDES
Estou há um ano e quatro meses trabalhando no crime (de forma lícita) e ainda não consigo escolher o meu tipo penal (delito) favorito. Flerto bastante com o crime de fingir ser autoridade para celebrar casamento, tipificado no artigo 238 do Código Penal, e vilipêndio ao cadáver. O primeiro eu acho gracioso, o segundo me faz gargalhar, com respeito, e me faz lembrar de Dostoiévski. Mais especificamente de Bobók, quando o narrador diz “Saí para me divertir, acabei num enterro.”
Agora, pensando em russos e morte, lembrei de uma frase de Tolstói que não saiu da minha cabeça e ainda me assombra. A primeira frase do segundo capítulo da Morte de Ivan Ilitch: “A história da vida de Ivan Ilitch foi das mais simples, das mais comuns e portanto das mais terríveis.”
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PADRES
Me encontro em uma fase sacra. Isso desde que fiz meu primeiro pedido ao santo padroeiro da internet e ele atendeu em questão de segundos. De lá pra cá alimentamos uma boa relação. Acredito que seja por conta da pouca demanda, eis que é um santo recente, e por estar conectado via wi-fi.
No final de setembro tive a grata oportunidade de visitar minha melhor amiga em Toronto e ver o meu primeiro Bernini na Galeria de Arte de Ontário. Era o busto do papa Gregório XI. Pesquisando, descobri que foi ele quem introduziu o voto secreto nas eleições papais.
Isso me levou a rever um dos meus filmes favoritos, Anjos e Demônios, baseado no livro homônimo do Dan Brown, que alimenta todo o meu lado conspiratório desde criança. Talvez seja por isso, por ter visto o filme ainda muito nova, que eu desenvolvi um singelo medo de padres.
Dois padres fictícios me ajudaram a mudar de perspectiva: Pedro e Simón, da série “Os Enviados”, disponível na Netflix.
A série acompanha os dois padres investigadores de milagres do Vaticano solucionando crimes em cidades pequenas do interior. Nada mais fuegocore que isso. Foi, então, despertado um novo sonho: ser investigador de milagres do Vaticano. Mas este vai ficar para a próxima vida, nessa aqui, graças a Deus, eu vim mulher.
Inclusive, recentemente estava caminhando até a padaria da faculdade com alguns colegas e ingenuamente expressei esse sonho. Engraçado, depois me pergunto porque não tenho muitos amigos.
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MAR DULCE
Mar Dulce é um álbum de tango eletrônico do grupo Bajofondo, lançado em 2008. Na época, meus pais viajaram à Buenos Aires e, como de costume, fizeram uma parada numa loja de discos na Recoleta, onde o simpático dono passava horas com eles recomendando novos álbuns. Um deles foi o Mar Dulce.
Eu tinha cerca de seis anos na época, e quando voltaram de viagem só ouvíamos eletrotango. Cresci ouvindo o Mar Dulce sem saber que ele moldaria, talvez de forma subconsciente, meu gosto musical.
Aos doze anos conheci Calle 13 na aula de espanhol com a minha professora Irene, que nos apresentou Latinoamérica. Mas foi só aos dezesseis, quando de fato fiquei obcecada pelo duo, que descobri “Tango del pecado”, um feat com o Bajofondo. Aos dezoito conheci Soda Stereo, e demorou um tempo para eu descobrir que o guitarrista e vocalista, saudoso Gustavo Cerati, era a voz de “El Mareo”, oitava canção do Mar Dulce. Aos vinte e um descobri que o fundador do Bajofondo, Gustavo Santaolalla, produziu diversos álbuns do Café Tacvba e Molotov, duas das minhas bandas de rock mexicanas favoritas, que conheci aos dezenove.
Aos vinte e dois percebi que estava tudo entrelaçado. No final do dia, minhas referências sempre foram as mesmas.
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Algumas fotos das exposições “Um teto” e “a Coisa dRag” em cartaz no Museu de Arte Contemporânea de Niterói. Ambas ficam até o dia 7 de junho.









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